SEBRAE X DETRAN
Você deve estar pensando: o que o Sebrae tem a ver com o Detran? Pois bem. Vamos considerar que para dirigir um veículo não fosse obrigatório tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Se o condutor quisesse, poderia ir até o Detran e receberia o treinamento, mas, caso contrário, sentaria ao volante de um veículo e sairia dirigindo.
Gostaria que você me respondesse com sinceridade: você enfrentaria aquelas aulas cansativa, estudaria aquele livrinho amarelo, gastaria um valor que muitas vezes não tem disponível com aulas práticas em uma autoescola?
Além disso, você se sujeitaria a ficar horas aguardando sua vez de fazer o exame prático, no sol ou na chuva, na frente de várias pessoas, que muitas vezes parece que estão torcendo para que você não passe no teste? Ou você simplesmente pediria para seu pai, sua mãe, um irmão, ou mesmo um amigo mais experiente lhe dar algumas dicas e pronto?
Na minha opinião, a grande maioria não procuraria o Detran. Na verdade, tudo isso é utopia: somos obrigados a nos habilitar para conseguir uma autorização do órgão responsável. Ou seja, esse órgão atesta que você foi treinado, foi informado sobre as leis de trânsito e está apto a conviver ao lado dos demais motoristas, certo? Mesmo com todos esses cuidados, nosso trânsito é um caos, ocorrem milhares de acidentes que causam ferimentos, mutilações, mortes, etc.
Agora, imagine como seria se não houvesse o Detran e os motoristas não fossem obrigados a se habilitar para dirigir como eu descrevi acima.
Você deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com gerenciamento de empresa. Eu explico. Se você é empresário, sabe que para abrir uma empresa basta redigir um contrato social e registrar na Junta Comercial, certo? Caso você não seja empresário, agora já está sabendo o que é preciso para abrir uma empresa no Brasil.
Pois bem, você acha que a grande maioria das pessoas nasce sabendo como se administra uma empresa? Claro que não. Dirigir e gerenciar uma pequena empresa no Brasil não é uma tarefa nada fácil. Os números das pesquisas do Sebrae referente a mortalidade das pequenas empresas mostram isso. Esse número, ao mesmo tempo triste, é assustador. Poucas empresas conseguem chegar vivas ao quinto ano de vida.
Será que esse número elevadíssimo é apenas responsabilidade da economia brasileira? É claro que a taxa de juros é alta, falta capital, o mercado está recessivo, a mão de obra nem sempre é qualificada, as margens de lucro estão caindo, o dólar está subindo, enfim, tudo isso é verdade.
Porém, posso afirmar que o cenário de ontem e de hoje não mudou muito. As dificuldades são praticamente as mesmas. Falta de capital, problemas no fluxo de caixa, inadimplência, concorrência, dólar, etc.
Sendo assim, chego à conclusão que não tenho que esperar a mudança do cenário, pelo contrário, devo mudar a peça. Na verdade, na universidade me ensinaram a administrar Lucro, mas não aprendi a administrar a ausência dele.
É claro que a grande maioria da população brasileira não tem condição de frequentar uma universidade. Sabendo disso é que me pergunto: onde entra o Sebrae nessa história? O Sebrae está à disposição, é um órgão responsável e bem capacitado, porém é muito passivo, quando deveria ser um órgão ativo, como o Detran.
O futuro empresário deveria ser “obrigado” a fazer um cursinho de pelo menos cinco dias para aprender a gerenciar uma empresa, ou no mínimo, aperfeiçoar seus conhecimentos.
Nesse curso, ele teria professores capacitados a ensinar sobre viabilidade do negócio, fluxo de caixa, estoque, inadimplência, depreciação, resultados, capital, receitas, tributos, custos, ponto de equilíbrio.
Nesse curso, ele teria professores capacitados a ensinar sobre viabilidade do negócio, fluxo de caixa, estoque, inadimplência, depreciação, resultados, capital, receitas, tributos, custos, ponto de equilíbrio.
Não estou dizendo que essa mudança resolveria todos os problemas dos futuros micro e pequenos empresários. É claro que não, acredito que essa atitude reduziria em muito a mortalidade infantil entre as pequenas empresas do nosso País. Reflita Brasil.
Fábio Henrique
Consultor Financeiro e Psicólogo Clínico, autor dos livros "Tire sua Empresa das Trevas" e "Juro, Nunca Mais!"
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NENHUM DE NÓS É MELHOR DO QUE TODOS NÓS JUNTOS!

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